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"[…] mais tarde se acha, e acha-se até o improvável, é como perder algo importante e ainda assim achar um substituto, ainda que imperfeito por si só. O achar é mais importante que o ter, achando-se e achando o outro, você naturalmente se tem, ou tem o novo do qual precisa para assumir de volta o papel formado por suas partes, que antes de completavam." - Arthur Silva (via desafogue)

(via desafogue)

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"Acho que estou acostumado a me sentar num quartinho e fazer com que as palavras tenham algum sentido. Já vejo o suficiente da humanidade nos
hipódromos, nos supermercados, nos postos de gasolina, nas estradas, nos cafés, etc. Não se pode evitar. Mas tenho vontade de me dar um chute na bunda quando vou a festas, mesmo que a bebida seja de graça. Nunca funciona comigo. Raramente encontro uma pessoa rara ou interessante. É mais que perturbador, é um choque constante. Está me tornando um maldito mal humorado. E hoje em dia, qualquer idiota pode ser um maldito mal humorado. E a maioria é."
- Charles Bukowski 

(Source: blowswind, via nietzsche-prozac-e-misantropia)

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"E continuo. Apesar da saudade. Apesar de me sentir pela metade. Continuo porque é o que resta. Aprendi que se a gente não levar a vida, ela nos leva de qualquer jeito." - Caio Fernando Abreu  

(Source: cerimoniais, via nietzsche-prozac-e-misantropia)

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"Me tornei o tudo que eu não queria ser quando mais jovem me imaginava mais velha. Um clichê, algo tão massante e repetitivo. Agora eu sou um pouco de todos os personagens coadjuvantes de filmes românticos que ninguém suporta mais assistir." -

(Source: nietzsche-prozac-e-misantropia, via nietzsche-prozac-e-misantropia)

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"Vontades, já não as sinto com freqüência. É algo estranho porque há um tempo atrás eu vivia por elas e criava planos em cima das coisas que eu queria, errado? Ok. Mas sabe? Cansa, sou humano demais pra viver de planos que não se realizam. Rascunhos inúteis são sofrimentos desnecessários. E a cada item da lista, eu me sentia mais impotente. Parei, percebi que minha agenda tava mais cheia de coisas que não fiz, do que as eu ainda faria. Idiota? Eu fui, esperei sabendo que não iria acontecer e vivi de ilusões. Não estou desistindo de tudo, apenas cansei de me cansar das coisas que se cansaram de mim." -

(Source: deploravel, via nietzsche-prozac-e-misantropia)

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"Eu desenhei teus olhos só para fingir que eles me pertenciam. E para, quem sabe, devolver o brilho que se perdeu com o findar da noite. Ainda sinto teus dedos a pressionarem os meus… Nada, além disso. Tu não deixaste nenhum vestígio; não há nada que lhe torne tangível. Vazio por natureza, era o que tu dizias. E eu me esvaziei ao tentar te preencher de alguma maneira. Indiferente, egoísta, eu diria. Diria e nada disse. Nenhuma palavra. Eu morria enquanto teus lábios se uniam aos meus, eu chorava sem derramar uma só lágrima. Meu rosto ardia, prendia os soluços num engasgo e me afogava nos teus braços.
Você me olhava sem jamais me ver. Dava as costas pros meus silêncios e dizia voltar quando desse. “Você já me amou em pelo menos uma das vezes em que falou isso?” era o que eu queria dizer sempre que você saia por aquela porta. Mas novamente, nenhuma palavra. Eu não sei quando tu vens, nem se virá. Tu diz que o mistério é a única coisa que faz manter uma mulher. Dor também, você esqueceu de completar. Me despedaço enquanto teus olhos desenhados me sorriem no papel. Você sabe, eu sei que sabe. O LP gira; a voz desconhecida soa pelo vazio do apartamento e eu tão só quanto o próprio tempo: tudo vê, de tudo participa e ainda assim, jamais será protagonista.
Amor. Uns nascem para vivê-lo e outros para serem platéia. Eu continuo aplaudindo sentada no banco dos fundos."
- Lilian Alves, Olhos de papel. (via exilios)

(Source: iniludivel, via exilios)

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